MÚSICA ​NA VARANDA – ​ ENSAIOS ABERTOS ​CASA FRANÇA​-​BRASIL

Quintas de setembro e outubro, às 18h.

Curadoria: Elaine Guedes.

Este projeto é fruto da constatação de que a academia e o mercado precisam caminhar juntos. Por dois anos tentei encontrar um espaço adequado, e agora a Casa França_Brasil nos abre suas portas, no intuito de trazer para o meio da cidade os novos estudantes de música das academias, normalmente fora do que acontece na música mainstream.

A Varanda da Casa França-Brasil terá como cenário 10 esculturas inspiradas na sucata. Sucata urbana, esta de onde a música sobreviverá, que nos dá os elementos que temos que utilizar. E, a joalheira Maria Brasil, escultora e professora de arte sustentável, fará peças para o segundo evento, com a mesma inspiração.

Primando pela diversidade de estilos e timbres, contará com a presença de alunos e professores de música da UFRJ e UNIRIO, e participação escultórica sob a coordenação do professor da UERJ Diogo Santos Bessa.

Que ruído ressoa entre os muros deste nosso labirinto?

Intervenção escultórica: a partir da matéria urbana, tais como cimento, ferro, sucata, ferramentas antigas e deterioradas, são apresentadas obras tridimensionais que trabalham a possibilidade da criação nos tempos que a pensadora Hanna Arendt denomina “sombrios”.

Tudo o que é contemporâneo percebe o novo nas formas antigas. Trafegam na tensão da cidade as esculturas de Bernardo Costa, Diogo Santos Bessa, Paula Gontijo, Sandro Lucena, José Serpa e Wallace Lopez Espaçólogo.

Em cada apresentação, a lapidação dos ensaios é um espetáculo à parte. Meio caminho entre a perfeição e o rascunho. E é para este momento criativo que convidamos o público a se unir a nós.

Elaine Guedes

PROGRAMAÇÃO: 

07/09 – VIOLÕES DA UFRJ

Grupo composto por oito estudantes do Curso de Violão da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro e partir da iniciativa do professor Bartholomeu Wiese. Em 2005 gravou o primeiro CD, com apoio da UFRJ e da Rádio MEC. Em 2007 fez recitais em cursos superiores de música, salas de concerto e teatros da região sudeste, em 2008 recebeu o Prêmio da Fundação Universitária José Bonifácio (FUJB) de melhor ‘Projeto de Extensão’ concedido pela UFRJ; em 2010 se apresentou na Espanha, obtendo sucesso de público e crítica especializada. Atualmente funciona através do projeto de extensão “Violões da UFRJ e AMC” com a inclusão de outros cordofones (cavaquinho, bandolim e viola de 10 cordas), com a participação dos alunos, Claudio Pereira, Gilberto Figueiredo, Hugo Farias de Sousa, Juliano Pereira, Marlon Yuri e Vicente Miranda, sob a coordenação dos professores Bartolomeu Wiese e Celso Ramalho.

14/09 – ELAINE GUEDES E ZÉ LOURENÇO… Homenagem a Luiz Melodia

Ao cantar Luiz Melodia, Elaine Guedes é urbana, ácida e também tão delicada quanto o autor. A música de Luiz Melodia vingada no morro e no samba, sofreu a influência sofisticada do jazz. E o show reúne canções como “O sangue não nega”, “Sub-anormal”, “O morro não engana”,”Farrapo Humano”, e a delicadeza de “Presente Cotidiano” e “Fadas”, trazendo lirismo e o suingue quebrado de suas melodias.

Direção musical de José Lourenço, que trabalhou com Gal Costa, Gilberto Gil, Ana Carolina, no seleto grupo do jazz com Larry Coryel, Vitor Biglione, Nico Assunção e tantos outros grandes nomes.

NELSON MOTTA a descreveu em seu programa Sintonia Fina: “Elaine Guedes começou estudando música clássica e gostando de rock progressivo, depois se apaixonou por Aretha Franklin e a soul music, e já como cantora profissional , participou das bandas de Tim Maia, Cassiano e Jorge Ben, doutorando-se em Música Preta Brasileira. Participou da banda Rastaquera, produzida pelo Hubert do Casseta &Planeta, já lançou três discos independents e mostra seu talento como cantora e compositora na incendiária FOGO.” Seu primeiro foi indicado para o Prêmio Sharp de Música. Seu trabalho autoral tem parceira de Chico César, Arthur Maia, Altay Veloso, Moacyr Luz, Juninho Peralva, Rubinho de Paula, Aleh Ferreira, dentre outros.

“Elaine tem um talento que merece ser reconhecido pela sua versatilidade e pela sua forma única de interpretar . Tive o prazer de dividir o palco com ela e sua performance é excelente ” (LUIZ MELODIA)

21/09 – QUARTETO UIRAPURU

Formado em 2002 no Rio de Janeiro, o Quarteto Uirapuru realiza um intenso trabalho camerístico na cena musical brasileira. Fernando Pereira, Marcio Sanchez, Dhyan Toffolo e Claudia Grosso desenvolvem um conceito interpretativo diferenciado, valendo-se do extraordinário repertório composto para a formação de quarteto de cordas.

Em uma busca contínua de aperfeiçoamento, o grupo participou de Master Classes com músicos de destaque internacional, como o Professor Jaroslav Sonk, da República Tcheca, Nachum Erlich, mestre da Universidade de Música de Karlshue (Alemanha) e com o Quarteto Borodin.

Ao longo de sua existência, o Quarteto Uirapuru apresentou-se em concertos e ministrou Master Classes em importantes salas do Brasil e da America Latina, utilizando-se tanto do repertório tradicional de quarteto, quanto o repertório brasileiro. Especializado também em música contemporânea, é responsável pela estréia de diversas obras do gênero.

28/09 MÚSICA SURDA

O grupo Música Surda foi criado em 2001, tendo como fundador o Prof Antônio Jardim. É voltado pra a elaboração de canções brasileiras com as poesias de autores consagrados e de novos expoentes da poesia em língua portuguesa. Formado por professores e pesquisadores, vinculado à pesquisa de extensão da UFRJ e UERJ. Com Andrea Pedroso, Arthut Gouvêa (violão requinto), Bruno Ferrão (violão 6 cordas) e Celso Ramalho(violão 8 cordas).

05/10 – ANDRE GRABOIS E JOÃO BRASILEIRO

Das Terras Sertanezas

Neste recital, em duo de voz e violão, André Grabois e João Brasileiro apresentam o cancioneiro de Elomar, reconhecido por sua obra genial, profundamente nordestina e universal ao mesmo tempo. Palavras de João Omar, violonista, arranjador e regente, filho de Elomar: “Das Terras Sertanezas é um trabalho que me encanta não somente pelo cuidado musical interpretativo, mas sobretudo pela entrega de André Grabois e João Brasileiro à obra de Elomar, de maneira a confirmar que o Sertão está no mundo todo e que sua dimensão humana também permeia as almas destes dois jovens. Aqui, o Sertão ganha novas cores e aromas com as intempéries do olhar e do ouvir destes dois malungos.


12/10 – QUARTETO QUARTINHO

Formado em 2014 para integrar a orquestra popular do musical Morte e Vida Severina oriundo do projeto de extensão da UFRJ, o quarteto composto pelos violonistas João Brasileiro, Mateus Brêtas, Rodolfo Cornélio e Victor Hugo Rosa busca no seu novo projeto além de revisitar o repertório de compositores brasileiros, explorar e divulgar o conjunto de peças do compositor Hermeto Pascoal intitulado o “Calendário de Som” através de arranjos originais para formação de quarteto de violões a fim de despertar no público o potencial da música brasileira.

12/10 – CONJUNTO DE SAX DA UFRJ

Sob a direção musical Prof. Dr. Pedro Bittencourt, o Conjunto de Sax da UFRJ tem como integrantes estudantes de bacharelado em sax da Escola de Música da UFRJ, ex-estudantes e convidados especiais. Além de ser um grupo musical só com saxofones, é também uma disciplina de música de câmara, ministrada em quatro períodos pelo prof. Pedro Bittencourt, como parte integrante do currículo do curso de bacharelado em saxofone da Escola de Música da UFRJ.

Formado no início de 2010, o grupo já vem se apresentando regularmente em diversas ocasiões, como recitais de formatura e em concertos do Panorama da Música Contemporânea Brasileira, da Casa da Ciência da UFRJ, do Conhecendo a UFRJ e do 5° Encontro Internacional de Saxofonistas de Tatuí, São Paulo.

As principais propostas do Conjunto de Sax da UFRJ são difundir a música brasileira atual (escrita por compositores vivos e atuantes) e divulgar a variedade de estilos do saxofone erudito por meio de concertos lúdicos, para o público em geral.

O Conjunto de Sax da UFRJ tem repertório eclético e com formações que vão de dois a 12 saxofones, em diversos estilos musicais : música de concerto, música contemporânea, música brasileira, choro, jazz, frevo e música antiga.

O Conjunto de Saxofones da UFRJ ainda integra o projeto de extensão universitário “Concertos Didáticos do Conjunto de Saxes da UFRJ”, tendo se apresentado desde 2010 em concertos públicos e didáticos na Sala da Congregação da Escola de Música da UFRJ. Nos concertos didáticos é apresentada a família do saxofone em formação de quarteto (soprano, alto, tenor e barítono). É feita uma introdução aos fundamentos da música (conceitos de grave/agudo, ritmos, timbres) por meio de um repertório baseado estilos musicais como o baião, frevo, salsa e jazz, sempre de forma lúdica e descontraída.

26/10 – LEO RUGERO

Léo Rugero (acordeon, sanfona de oito baixos, violino, viola clássica, violão, viola caipira, piano, baixo eletrico e percussão).

Mestre em etnomusicologia pela Escola de Música da UFRJ em 2011, com a dissertação “Com Respeito aos oito baixos – Um Estudo etnomusicológico sobre o estilo nordestino da sanfona de oito baixos”. Bacharel em violão clássico pelo Conservatório Brasileiro de Música ;dedicou-se à pesquisa pioneira sobre a sanfona de oito baixos no Brasil. Em 2012, foi contemplado com os prêmios “Centenário de Luiz Gonzaga 2012” e “Produção Critica em Música”, ambos pela FUNARTE, para realização de um filme documentário e um livro sobre o estilo nordestino da sanfona de oito baixos. Em 2014, recebeu o troféu Gerson Filho pelo conjunto de sua obra musicológica.